domingo, 19 de agosto de 2012

Adam Mickiewicz: calmo

Adam Mickiewicz: calmo
Tradução de Elena C.

A bandeira claudica, exangue. Imóvel.
Como mar profundo respirando de um doce peito
Como noiva que sonha com o que dita o amor
E acorda e suspira, tirando à sorte sonhando.
Velas suspensas nos mastros - inúteis - esquecidas
Como estandartes dobrados, que os guerreiros conquistam
E trazem consigo do auge da batalha, danificados.
Os marinheiros colocam-nos em recanto aconchegado.

Ò mar! em tuas ignotas profundezas ocultos,
Nas fortes tempestades, teus monstros sonham e dormem,
Da luz do sol sua crueldade escondem.
Assim, alma minha, em tuas profundezas tristes ocultos
Os monstros dormem -- nas fortes tempestades. Eles vêm
Da paz de um céu azul conquistar-me o coração.