«Os vermes nunca estão satisfeitos, mesmo que lhes demos muita comida»
quarta-feira, 21 de março de 2012
Adam Mickiewicz: As ruínas do castelo de Balaclava
Adam Mickiewicz: As ruínas do castelo de Balaclava
Uma tradução de Elena C.
Estes castelos em destroços amontoados outrora belos
Protegeram-te, Crimeia, terra ingrata!
Hoje como caveiras gigantes alcandoradas se erguem
E acolhem répteis ou homens diminuídos.
Naquela torre um brasão se encontra desenhado
E letras, o nome de um herói perecido, cuja mão
Dizimou exércitos. Ele dorme agora esquecido e
A vinha protege-o, como um verme, abraçando-o.
Aqui, os gregos esculpiram ornamentos de pilastras
Os italianos os mongóis acorrentaram
E peregrinos rezaram lentamente, ajoelhados para Meca:
Hoje só o abutre de asas pretas reina
Como numa cidade morta e pestilenta,
Onde os estandartes do luto flutuam nas planícies.
Subscrever:
Mensagens (Atom)